Akita Inu

Akita ou Akita Inu (em japonês: 秋田犬) é uma raça de cães originária do Japão.
'Akita' em relação à província de Akita, de onde a raça é considerada originária, e 'Inu' que significa cão em japonês.
O Akita é o maior dos três tipos de cães Spitz do Japão(cães primitivos), inicialmente foi utilizado como cão de guarda e policial, mas também tornou-se um cão de companhia muito popular em todo o mundo. Desde 1931 o governo japonês declarou oficialmente os Akitas campeões, verdadeiros tesouros nacionais. 

Esta raça permaneceu quase inalterada por mais de trezentos anos. No passado foi reconhecida como exímios cães de caça. Sua bravura perante javalis e até mesmo ursos foram suas maiores qualidades por centenas de anos. São habilidosos cães de busca e resgate, principalmente na neve e na água. O Akita também foi conhecido por seus ótimos resultados como cão de rinha, para luta com outros cães, prática considerada ilegal no Japão.


Após atingirem o patamar de "riqueza e monumento nacional" japonês em 1931, foram levados aos Estados Unidos, onde foram cruzados com pastores-alemães e promovidos a cães de guarda. Desse momento nasceram duas variedades bastante distintas do akita: a japonesa e a americana, embora, até 2011, tenham sido consideradas pela FCI como uma só.

Akita inu x Akita americano 

As semelhanças entre as duas raças estão nas origens e no temperamento, A origem das duas raças obviamente são as mesma já que por anos seguidos foram considerados mesma raça, ou seja, você poderia cruzar cães com característica de akita inu com cães com característica de akita americano e o resultado na ninhada era alguns cães com característica de uma e outros com característica da outra. Por isso o temperamento não houve mudança já que as duas raças mantiveram suas particularidades de temperamento inalteradas. As duas raças são discretas, silenciosas, determinadas, corajosas e etc.. As diferenças mais notórias são: Cor Akita inu – Branco, Vermelho, Tigrado Branco, Tigrado Vermelho. Akita Americano – Diversas cores. Tamanho Akita inu – Cães fortes, porém agis e de aspecto harmonioso e leve. Akita americano – Cães fortes, pesados de aspecto poderoso. A diferença mais sutil está no desenho da cabeça onde o Akita inu tem orelhas menores e formando um triângulo bem equilátero enquanto o Akita americano tem orelhas maiores e de inserção mais semelhante ao dos Pastores.


O Akita Inu possui um temperamento muito protetor, prudente, afetuoso e corajoso. Excelente para crianças por ser muito paciente. Late pouco, nunca late desnecessariamente, uiva geralmente se precisa de algo e é muito seguro de si. É possessivo com seu território e com seus donos, o que faz desta raça excelente guardiã, tanto de propriedades quanto pessoal. Na guarda, seu comportamento não é ostensivo, como pode-se observar nos Dobermanns, mas costuma manter-se em um local que ofereça boa visibilidade, deslocando-se apenas se achar necessário.
É muito preocupado e apegado ao dono, sendo considerado "cão de um dono só" (o que não quer dizer que não possa ser adotado já crescido), mas sofre muito quando abandonado e ,às vezes, não consegue se adaptar aos novos donos. Entretanto, uma vez conquistado será um excelente guardião e companheiro por toda a vida. Precisa de ensinamento para corresponder ao controle normal pelo chamamento do dono. De acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o Akita encontra-se na 54ª posição entre as 79 pesquisadas. Seus resultados podem ser explicados pela dificuldade "natural" que tem de aceitar ordens de estranhos. Por isso, recomenda-se que desde cedo o próprio dono invista algumas horas na educação de seu cão.



Chuken Hachiko - O Fiel Hachiko

 Hachiko era um cão da raça Akita nascido por volta do mês de novembro de 1923. Seu proprietário era o Professor Dr. Eisaburo Ueno do Departamento de Agricultura da Universidade Imperial. Eles viviam em um bairro do subúrbio, próximo à estação de Shibuya, em Tókio.
Todas as manhãs Hachiko acompanhava o Professor Ueno até a estação de trem. Ao final da tarde ela o aguardava e o acompanhava de volta para a casa. 
Hachiko
No dia 21 de maio de 1925 Hachiko, como de costume, esperou o Professor Ueno chegar no trem das 16:00 horas. Mas naquele dia ele não voltaria para casa, pois havia sofrido um acidente vascular cerebral na Universidade.

Parentes e amigos do Professor Ueno passaram a cuidar de Hachiko, que continuou indo todos os dias à estação de Shibuya para esperá-lo voltar do trabalho.
Os anos se passaram e os problemas de saúde foram surgindo e mesmo com dificuldades para andar, sua rotina diária prosseguiu até o dia 7 de março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo local em que todos os dias aguardou a chegada do Professor Ueno. Tanto o Professor Eisaburo Ueno quanto Hachiko estão sepultados no Cemitério Aoyama, Tókio.



Devido à sua lealdade, Hachiko foi imortalizado em uma pequena estátua de bronze esculpida por Teru Ando (falecido durante a II Guerra Mundial) e colocada na estação de Shibuya.
Durante a II Guerra Mundial, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachiko. No ano de 1948 o filho do escultor da estátua original, Takeshi Ando, foi contratado para criar uma réplica daquela estátua.


Depois de terminada, foi posta no mesmo lugar da anterior. Ainda hoje, todos que transitam pela estação de Shibuya podem ver a estátua de Hachiko, eternizando a história do amor de um cão por seu dono e a incrível lealdade da raça. 

 Sempre ao seu lado

Em 2009, foi lançado um filme de drama norte-americano, com o roteiro baseado na história verídica de Hachiko, intitulado Hachiko: A Dog's Story (Sempre ao Seu Lado -  no Brasil). O filme é um remake do original japonês, de 1987, Hachiko monogatari. É dirigido por Lasse Hallström, escrito por Stephen P. Lindsey e estrelado por Richard Gere, Joan Allen e Sarah Roemer.

 A lealdade dos cães da raça Akita já era conhecida pelo povo japonês há muito tempo. Em uma certa região do Japão, incontáveis são as histórias de cães desta raça que perderam suas vidas ao defenderem a vida de seu proprietários.
Onde quer que estejam e para onde quer que vão, têm sempre "um dos olhos" voltados para aqueles que deles cuidam.



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